quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sozinha



A imaginação turbilhona sem descanso,
Encontra as aberturas do passado
E permite que imagens esquecidas
Tomem conta do meu hoje.

Eu e o nada que me completa...
Corro confusa, sem objetivos.
Douram-me as estrelas luzidias.
Escuto uma melodia. Nossa canção.

Fecho os olhos. Rodopio contigo
Pelo salão surreal da noite.
Aninhada nos teus braços, enlevada,
Deliro nas marés do tempo.

Abro os olhos. Novamente abandonada.
Tomo o rumo do cortejo da solidão,
Sento à beira da estrada de sonhos...
Pelo corpo escorrem-me as lágrimas da lua.

Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: Sem Formol Não Alisa – Wordpress.com


3 comentários:

Anônimo disse...

Lindo!!!❤❤❤ Chica Sperb

Jorge Sader Filho disse...

Sonhos! Que são eles senão projeções do nosso inconsciente Mardilê.
Abraço.
Jorge

Celso Ferruda disse...

Nem sempre estar só significa solidão. As vezes ha necessidade de auto avaliar-se.
Sozinha ao projetar-se como solidão, carrega a fase deprimida da pessoa pela ausência ou pela perda de algo ou alguém...pode-se também referir-se a uma nova busca. Querer sentir-se mais feliz