sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

E a caridade fez-se homem...



Ele abriu os braços acolhedores,
Inundou de esperança os sofredores,
Proferiu palavras caridosas,
Curou as feridas com mãos gloriosas,
Enxugou lágrimas de olhos tristonhos,
Transformou muitos corações medonhos,
Andou pelos caminhos de pés descalços,
Afastou inquietações e percalços,
Encheu de graças um homem sem ,
Provou sempre amor por seu pai Javé,
Semeou paz onde havia desalento,
Viveu dias de dor e isolamento
Pelas almas que viera p´ra salvar
E que não poderia abandonar.


Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: home - Sapo

sábado, 17 de dezembro de 2016

Coberta de amor




Saudade molha meu leito.
Deito-me e cubro-me de amor,
Amor salgado, mas amor
Com perfume de maresia
Da jovial infância ao lado
Das personagens refletidas
No tênue borbulhar das nuvens
Que cantam meu nome em blandícies...
Minha alma enternece meu corpo
Que aprisiona emoções sutis.
Já não leio mais, manipulo
Caminhos nunca antes pensados,
Escondidos pela cortina
De espuma que me veste inteira.
Conduzida pela mão lívida
De Tétis, parto despreocupada do tempo.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: PBworks

sábado, 10 de dezembro de 2016

Vazio



Saudades das tuas verdades,
Das tuas flores,
Dos teus livros.
Teu rosto sempre presente
No porta-retrato,
Sobre minha escrivaninha...
O tempo e a distância
Interpuseram-se entre nós.
Permiti que me escapasses,
Que desaparecesses de minha vida.
Tua voz chega-me como melodia
Que me ataca o coração vazio.
Retenho cada traço da tua boca
Como se ontem tivesses falado contigo
No nosso recanto.
Ah! Se eu pudesse
Mais uma única vez
Olhar-te no fundo dos olhos,
Pegar-te a mão
E mergulhar minha solidão
No teu colo perfumado!...
Uma insensata vontade de gritar
Pela rua o teu nome,
Para que despertes
Do teu sono eterno
E voltes para mim,
Não me abandona.
Só a saudade me acompanha.


Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: Penso Positivo