sábado, 17 de dezembro de 2016

Coberta de amor




Saudade molha meu leito.
Deito-me e cubro-me de amor,
Amor salgado, mas amor
Com perfume de maresia
Da jovial infância ao lado
Das personagens refletidas
No tênue borbulhar das nuvens
Que cantam meu nome em blandícies...
Minha alma enternece meu corpo
Que aprisiona emoções sutis.
Já não leio mais, manipulo
Caminhos nunca antes pensados,
Escondidos pela cortina
De espuma que me veste inteira.
Conduzida pela mão lívida
De Tétis, parto despreocupada do tempo.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: PBworks

4 comentários:

Unknown disse...

Versos que expressam grande sensibilidade aos momentos e às emoções que marcam a nossa existência. Lindo! Ilda

Celso Ferruda disse...

Versos nossos de cada dia daí. Nos hoje...perdoai se bem não os entendi mas as saudades que manifestas ainda livram te de muitos males...por causa de alguém

Jorge Sader Filho disse...

É, o amor pode ser salgado sim!
Grande abraço, Mardilê. Feliz fim de ano.

Anônimo disse...


Linda!!Assim como tu Suzana Ferreira