sábado, 10 de dezembro de 2016

Vazio



Saudades das tuas verdades,
Das tuas flores,
Dos teus livros.
Teu rosto sempre presente
No porta-retrato,
Sobre minha escrivaninha...
O tempo e a distância
Interpuseram-se entre nós.
Permiti que me escapasses,
Que desaparecesses de minha vida.
Tua voz chega-me como melodia
Que me ataca o coração vazio.
Retenho cada traço da tua boca
Como se ontem tivesses falado contigo
No nosso recanto.
Ah! Se eu pudesse
Mais uma única vez
Olhar-te no fundo dos olhos,
Pegar-te a mão
E mergulhar minha solidão
No teu colo perfumado!...
Uma insensata vontade de gritar
Pela rua o teu nome,
Para que despertes
Do teu sono eterno
E voltes para mim,
Não me abandona.
Só a saudade me acompanha.


Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: Penso Positivo


5 comentários:

Unknown disse...

Teu poema emocionou-me muito. Belíssimo. Abraços, Ilda

Jorge Sader Filho disse...

Mais um poema elaborado e tecido pelo talento de Mardilê.
Saudade como companheira é duro!
Abraço

Anônimo disse...

OI, mardilê querida.
Penso que a sensação de vazio seja a pior das tristezas do coração.
Não gosto de pensar nisso.
Bjinhos.
Irany

Anônimo disse...

BOM DIA, LINDO E ABENÇOADO DOMINGO. MAGNIFICO TRABALHO, PARABÉNS.

Pedro Passamani

Celso Ferruda disse...

Abençoado domingo...lindo e maravilhoso poema. ..o vazio que por ora surge entende-se que irá prencher-se da sabedoria deixada ao longo dos tempos