sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Todas as noites



Todas as noites, contas-me segredos,
Seguras-me pelas pontas dos dedos,
Conduzes-me pelo mundo dos sonhos,
Afastas os momentos enfadonhos.

Todas as noites, teu olhar me afaga,
Teu sereno sorriso me embriaga,
Tua diáfana voz me acalenta
E a tua boca a minha experimenta.

Todas as noites, cobres-me de amor,
O jardim exala suave odor,
E nós dois escrevemos um poema
De desejo e de fantasia extrema.

Todas as noites, sorvo tua essência,
Pois tu alimentas minha carência
(Sem qualquer norma nem questionamentos),
Impregnando-me de teus sentimentos.

Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: huffingtonpost.com


2 comentários:

Celso Ferruda disse...

Como é bom deitar..sonhar...depois levantar e escrever estas pérolas para a humanidade. .

Anônimo disse...

Belo poema! Adélia Einsfeldt