sábado, 19 de fevereiro de 2011

Tancas






Diante da janela,
Sozinha, imóvel, serena,
Sonha com a vida...
Breve como o beija-flor
Primorosa como a flor.





Comovido adeus...
Como testemunha, a lua
também chorou triste...
No jardim, as flores viram
quanto minh´alma sofreu!




O vento assobia...
Na noite fria, saudade.
Arde em mim teu beijo.
Impossível esquecer-te,
Desejo ardente de ver-te.





Caos na natureza
A serra corta a beleza.
Extinguem-se as cores.
         Desnuda, a Terra reclama
         Treme, chora, inunda, mata.
.

Ouço o som da chuva,
Dedilhado na vidraça,
Como o do violão.
E uma tristeza fininha
se apodera de minh´alma.



Mardilê Friedirch Fabre

Imagens: Google

2 comentários:

Arquiteto de Almas disse...

Vim prestigiar e ler os teus escritos. Trouxe a minh'alma recordações já distantes, também algumas mais próximas, ofertou um sopro de vida, de alegria, pois não há melhor situação do que estar vivo e recordar, refazer as energias para seguir a caminhada.
Carinhoso abraço
CeGaToSi
[p.s.] Você viu a surpresa que fiz no blog com um texto postado ontem: 19/02 - você e mais 3 amigas. Espero que aprecie.

Jorge Sader Filho disse...

Mardilê foi minha mestra em tancas, quando juntos escrevíamos no Domínio Cultural, hoje acabado. Estão primorosos. Em poucas palavras, expressou o que sente. O segundo tanca é de beleza pura, no meu entender de aluno.
Parabéns!

Carinho,
Jorge