sexta-feira, 2 de setembro de 2011

No embalo da serenata





No embalo da serenata
Na noite calma e silente,
Sobe este luar de prata,
Voa o coração da gente,
No embalo da serenata.
Cantiga soa na mente
Amor eterno em tocata
Na noite calma e silente.
A cena enche suavemente
Aquela lacuna abstrata.
Voa o coração da gente.
 
Por momentos, de repente,
A vida plena desata
Na noite calma e silente.
 
Cada nota comovente
O devaneio arrebata.
Voa o coração da gente.
 
No rosto, o rubor desmente
O que a frieza relata
Na noite calma e silente.
 
O olhar cauto e pertinente
Fala do encontro sem data.
Voa o coração da gente.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: Google




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5 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Cabe perfeitamente uma música nestes versos, que como indica a imagem, seria especial para serenatas.

Carinho,
Jorge

Márcia Sanchez Luz disse...

Mardilê, que bonita sua vilanela! Poema e imagem estão em perfeita harmonia.

Beijos

Márcia

Jussara Petry - (Ponte, Passagem, Encontro) disse...

Linda, suave e pueril...deixando nossa alma saltitante....

Beijo,
Ju

Miriam de Sales Oliveira disse...

Amiga,juro q/ n/ conhecia esse gênero poético.Lindo!
Parabéns
Abç

Eritania Brunoro disse...

Lindo Mardi! Beijos e excelente fim de semana.