sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Andarilho



Caminho pela rua. Estou só.
A solidão cravada em mim sem dó.
Meu destino não cumpre o prometido.

Abandona-me ao léu. Logo, ferido,
Caminho pela rua. Estou só.
Livrar-me desta seta árdua decido.

Quebro meus pensamentos perturbados,
Pego minha rotina sem legados
Caminho pela rua. Estou só.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: Google

5 comentários:

MARILÂNDIA MARQUES ROLLO disse...

Teus poemas são verdadeiras pérolas.
Bjs.
Marilândia

renate gigel disse...

Belo e nostálgico..........
parece que a névoa me envolve.
Re

Jorge Sader Filho disse...

Gosto desta repetição de versos.
Dão muita vivacidade ao poema, mas sei da dificuldade de colocar.
Abraço.
Jorge

Anônimo disse...

Nossa, demais! Heloísa

Anônimo disse...

Lindo! Luisa Bessa Lima