sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Dos encontros não combinados



Saudade de um tempo feliz
Dos encontros não combinados,
De usar sapatos de verniz,
Nos bailes dançar enlevados.

Nos bailes dançar enlevados,
Corações batendo forte,
Enviando seus doces recados
Recebidos sem nenhum corte.

Recebidos sem nenhum corte
Aos recíprocos sentimentos
Que tomara fossem meu norte
Na vida, embora muito lentos.

Na vida, embora muito lentos
Resultaram tantos agrados
Que explicaram florescimentos
Dos encontros não combinados.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: Google

3 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

O ritmo imprimido ao verso dá uma vida extraordinária. Você é mestra em dar esta impressão, Mardilê!
Abraços,
Jorge

Celso Ferruda disse...

LINDO ISSO...LEMBRO DOS SAPATOS ENVERNIZADOS E OUTRAS TANTAS COISAS DESCRITAS E ESTAS MÃOS BENDITAS TRADUZIRAM PARA NÓS UM SENTIMENTO LONGINQUO, ONDE O PRESENTE NÃO ERA APARENCIA PARA A PESSOA AMADA...QANTO AO ESTILO: muito tempo não via alguem escrever desta forma..um abraço mardilê...aprendemos muito com você...!

Gladys disse...

É sempre uma delícia sorver da mestra o âmago das letras aqui talhadas em poesias. Adoro te ler. bjus