sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ó Poeta...



Ó Poeta,inflama-te a dor.
Dos teus olhos pingam palavras
E teus tímidos versos lavras,
Perpetuando o teu amor.

Teu coração verte-lo em rimas
Na cadência do teu lamento.
Tua mão vacila um momento.
Por que, Poeta, não te animas?

Ouve. fora existe vida.
O mundo canta em sinfonia.
Descreve-o em alegoria,
Salva-te da mágoa homicida.

outro tom ao teu poema,
Cria imagens de regozijo,
Não sejas contigo tão rijo,
Deixa-te amar. Inverte o tema.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: revistacult.uol.com.br

2 comentários:

Liti Belinha Rheinheimer disse...

Poema muito lindo, cheio de sensibilidade. Parabéns, Mardilê, nossa poeta maior.

Jorge Sader Filho disse...

Tanta gente fechada ao amor... Sem o poeta o mundo seria mais ácido!