sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tarde demais



Afinal nos encontramos.
Demoraste muito. Demoraste tanto
Que já não podemos nos amar.
Eu sabia da tua existência.
O senhor das vidas não permitiu
Que nos encontrássemos antes.
Convivi contigo em meu coração,
Imaginei teu olhar em cada despedida,
Senti teus lábios na minha pele,
As tuas mãos no meu cabelo revolto,
Descansei a cabeça no teu ombro,
Chorei abraçada por ti.
Havia um recanto só nosso
Onde me declaravas teu amor,
As mais belas declarações
Que alguém pode pronunciar.
Nunca senti saudade de ti,
Estavas sempre em mim,
Bastava eu pensar e te via ao meu lado,
Não carecia chamar-te,
Acompanhavas-me em todos os momentos.
Conhecias-me tão bem...
Que pena!
Tarde demais permitiram
Que te revelasses.

Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: MiLeide - blogger

8 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo! Show de palavras, da saudade que não veio porque sempre esteve presente, da presença que chegou tarde porque nunca veio. Daniel Dias

Celso Ferruda disse...

Não é apenas um jogo de palavras. É o ego satisfeito numa declaração perfeita e oculta. Que ao longo dos tempos veio a tona com perfeito desfecho....

Jorge Sader Filho disse...

Um dos mais belos poemas seus que já li, Mardilê.
Parabéns, grande abraço!
Jorge

Anônimo disse...

Adorei... Lina

Anônimo disse...

Lindo demais, Mardi!!!!! Lúcia Friedrich

Anônimo disse...

Oi Mardilê. Gostei muito. Lindo. Daniel Justo

Anônimo disse...

Ainda acredito, que nunca será tarde para retomar um amor. Belo poema! Beijossssssssssssssssssss Silvia Mota

elvirah disse...

Oi, Mardi. Um poema realmente muito lindo, tristíssimo. Me comovi até as lágrimas.