sábado, 8 de abril de 2017

Um tempo



Quero um tempo sem tempo de girar,
Um tempo meu, parado, de olhar,
Um tempo sem relógio, de preguiça,
De não refletir, vida mortiça.

Um tempo sem sonhos despedaçados,
Nem lágrimas, nem pesares, nem brados.
Um tempo em que sobrem noites vadias
De desejos vertidos em euforias.

Um tempo de movimentos eternos
Que manifestem sentimentos ternos.
Um tempo vestido de horas únicas
(Passe o vento sem arrancar-lhes as túnicas).

Um tempo de sol liberto do posto
Cujo brilho resplandeça transposto.
Um tempo que no meu silêncio soe,
Flua no coração e não destoe.

Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: nochedeluz.blogspot.com

Um comentário:

Celso Ferruda disse...

Destaco está parte. Fala muito...
Um tempo de sol liberto do posto
Cujo brilho resplandeça transposto.
Um tempo que no meu silêncio soe