O tempo amarelou as folhas ,
O vento beijou-as prostrado.
E na contramão sou levado
E da minha tristeza é dono .

Dou-te...
Realiza tuas fantasias .
Nesta tarde sombria de outono ,
Dou-te sem medo meu destino .
Dele agora és o único dono .
Conduze-o por caminhos felizes
Vindo a inércia , dá-lhe diretrizes .
Energiza todos os teus dias .

“Quando chove, eu olho pela vidraça,
Os pingos caem e eu lembro você .”
(Mara Regina Weiss)
O outono minhas desilusões laça .
Vivemos os dois desejos iguais .
Quando chove, eu olho pela vidraça .
Na chuva , vejo teu rosto com graça ...
Vestindo no corpo saia godê ,
Segues do vento o ritmo em balancê.
E desaparecem meus dissabores ,
Restam as sensações dos teus ardores .
Os pingos caem, e eu lembro você .

Mardilê Friedrich Fabre
Imagens: Google
7 comentários:
Doce..doce Outono. Lendo-te faço sonoro meus suspiros acolhidos por minh´alma quando ainda em Primavera em flor...
Beijo, Ju
A delicadeza dos poemas de Mardilê encanta.
Tema bem escolhido, imagens próprias, combinando com os versos.
Ato de quem possui experiência, canta com segurança.
Carinho,
Jorge
mardilê
sem dúvida nenhuma que o outono é a estação que faz bem para os olhos
abraços
Mardilê,adorei a doce singeleza do teu vesejar!
profundo rico.
bjs
Minha querida amiga Mardilê, gostei das Atualizações, o Poema Outono é muito lindo.
Parabéns,Mardilê. bonito poema.
Eu não sou poeta, de repente veio-me a vontade de escrever; Quando uma poetisa, escritora, e quem entende da arte de escrever, comentar umas palavras minhas,para mim é motivo de orgulho. Muito lhe agradeço a gentíileza e as palavras carinhosas.
Teus poemas são um mimo para a alma.
Um lindo dia.Bjs
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