sexta-feira, 23 de março de 2012

No Palco da Vida




Num dia de festa,
Abriram-se para mim
As cortinas de um mundo misterioso.
Adentrei-o, personagem de sorriso tímido.
Maestrina inexperiente,
Tomei da batuta
E quis reger a orquestra da vida.
Emoções descompassadas
Desafinaram muitas vezes
As notas das partituras.
Cada manhã, movia-me
O ritmo da esperança.
Não me dobraram nem o vento da discórdia,
Nem a ruptura da alegria.
Palmilhei, ora banhada pela luz do sol,
Ora pelo brilho da lua,
Um caminho de glórias e de anonimato.
Nos braços das estrelas,
Adormeci borralheira
E despertei princesa.
Seduziram-me enigmas e encantamentos,
Impulsionaram-me desejos e valores.
Entre claros e escuros,
Fantasias e realidades,
Preenchi minha essência de perfume
Que destilo pelo ar,
Atingindo todos aqueles
Que de mim se acercam.



Mardilê Friedrich Fabre

3 comentários:

Arquiteto de Almas disse...

Cá estive eu a ler e me deliciar com teus escritos.
Muito obrigado.
Abraço
CeGaToSi®
"Que as pessoas aprendam a fazer isto, ler mais poesia, se possível ofertar, compartilhar com os outros..."

Jorge Sader Filho disse...

"Adormeci borralheira
E despertei princesa."
Assim, conseguiu reger bem a orquestra da vida!

Carinho,
Jorge

Anônimo disse...

"Tuas palavras :No Palco da Vida, Mardilê, trouxeram até mim, na distância, o perfume de tua alma.Assim como o sândalo perfuma o machado que o corta,a leitura da tua poesia perfuma a quem importa.Abraços" Mariolinda