sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Poeta

Liberta-te, Poeta.

Canta, Poeta,
Em primorosa
Melodia, amor
Contido em peito ardente.
Desabafa, Poeta,
Sonho recluso
tempo.

Poeta
Pelas frinchas da fantasia
Permite o dom num toque mágico
Plantar a semente que alforria
Poemas do caráter trágico.
Para transformar em alegoria
Palavras desconexas na mente perplexa
Procura asas enfeitiçadas de ousadia.



Existe doce harmonia
Entre o poeta que cria
E a noite que vai vazia.





Poeta
Iluminado...
Do passado ao presente
Percorre trilhas de coração
Amante.



Poeta cria
Palavras grávidas de emoção
Escorrem da mente do poeta.

Ele, porém, não as aprisiona,

Liberta-as como nascem, diáfanas,
Para pousarem em alma lírica.




Mardilê Friedrich Fabre

Imagens: Google
 

5 comentários:

Bruno de Alencar disse...

Belíssima visão e descrição.

Muito bom!

Dulce Morais disse...

O poeta não escreve poesia. O poeta deita a sua alma sobre o papel.
Muito belo!

Anônimo disse...

Lindo o que escreveste:

Existe doce harmonia
Entre o poeta que cria
E a noite que vai vazia.

Um beijão, Claiton

Jorge Sader Filho disse...

"Desabafa, Poeta,
Sonho recluso
Há tempo." Mostra a verdade da poesia de Mardilê.

Abraço,
Jorge

Carlos Rímolo disse...

Querida amiga e poetisa !

Perdoa-me a invasão, mas seu Blog.. me foi indicado por um amigo. Muito lindo e seus textos poéticos, belos, profundos e reflexivos. Adorei. Já sou seu seguidor. O poeta tem o dom divino de ver e mostrar o que os outros teimam em não ver.
Beijos de luz !!!

POETA CIGANO - 22/10/2012

http://carlosrimolo.blogspot.com