sexta-feira, 7 de março de 2014

Versejo à mulher formosa





Então cesso de ser prosa

e me faço poesia.

Versejo à mulher formosa

e tudo vira magia.


O mundo está cor-de-rosa,

Minh´alma em todos confia,

Então cesso de ser prosa.


A expectativa em mim tosa

A insipidez deste dia:

Versejo à mulher formosa.


Tão viva flor buliçosa

Grita de amor e euforia,

Então cesso de ser prosa.


Em gotas, a emoção dosa

A sina que se desfia,

Versejo à mulher formosa.


Ante mim resplendorosa

Desaparece ela esguia,

Então cesso de ser prosa.


Silhueta vaporosa

O milagre propicia:

Versejo à mulher formosa.


Com o consolo se entrosa

A tristeza em demasia,

Então cesso de ser prosa


Em outro lugar, gloriosa,

Do concreto se esvazia.

Versejo à mulher formosa.


Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: Google

5 comentários:

Vera Maria disse...

Lindo, Mardilê!

"Versejo tua existência"
Amiga talentosa.
Alimentas nossa alma
com poemas encantadores,
Oh...Mulher formosa!

Jorge Sader Filho disse...

Começando por uma trova, seguindo-se tercetos onde as alternâncias aparecem sugestivamente, os versos mostram a criatividade da autora.
Parabéns, Mardilê!

renate gigel disse...

Amei!
Até me senti "meio-versejada"!
bj.
Re

Anônimo disse...

Muito bom, bela homenagem ao Dia Internacional da Mulher! Feminino, plural...
Eloisa

Genilton Vaillant de Sá disse...

Florescência Poética
(Heptassílabos)

Genilton Vaillant de Sá

A sua alma freme inquieta
e a inspiração não tem fim,
na sina de um bom poeta,
a vida é, pois, um jardim
onde cada flor verseja
colorindo todo ambiente;
onde o colibri drapeja
beijando versos contente!
Nesse contexto tão terso,
um paraíso, então, se abre
para conter o universo
do estro de Mardilê Fabre!
A sua verve invejável
tem de Apolo a primazia,
por isso só comparável
a um Jardim de Poesia!
Aos frêmitos da alma atende,
se expõe de forma precisa!
Seu dom é luz que resplende!
Parabéns, nobre poetisa!