sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Rosa de Veludo



Presentearam-me
Com uma rosa de veludo...

... Vermelha...

Como o sangue
Da tristeza ceifada
Que tinge o meu colo

Como os rubis
Que alcatifam a rua
Para meus pés tocarem encantos

Como as chamas
Acesas na minha pele
E a água recolhida de mim não apaga

Como a paixão
Que me lança flechas efervescentes
E amortece meu corpo vazio de fantasias

Como o batom
Que colore de prazer meus lábios lívidos
E murmuram palavras intensas

Como cerejas e morangos
Que escorrem da boca ao coração
O néctar dos desejos tardios

Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: Google


5 comentários:

MARILÂNDIA MARQUES ROLLO disse...

SIMPLESMENTE MARAVILHOSO! Bjs.
Marilândia

renate gigel disse...

Nossa, Mardi!

é um mergulho nas emoções,
um redemoinho!

bjs.
re

Anônimo disse...

A poesia que você extraiu da rosa vermelha me remeteu à vida de Santa Terezinha, também poeta talentosa.
Que espalhe seu perfume entre os leitores.Lóla Prata

Jorge Sader Filho disse...

Todo o "Rosa de Veludo" é expressivo, especialmente a última estrofe:"Como cerejas e morangos
Que escorrem da boca ao coração
O néctar dos desejos tardios".
Abraço

Gilnei Nepomuceno disse...

Um primor de poema. Sou suspeito para falar de seus textos, haja vista que sou seu fá incondicional. Parabéns, nobre parceira. Abraço.