sexta-feira, 29 de junho de 2012

Hibernal




 Aurora de inverno.
Debilmente brilha o sol
Entre nuvens cinza.


 
Na rua sibila o vento.
Meu coração ciumento
Chora teu afastamento.



Fora,
Chuva fustiga.
Dentro,
Nós e vinho tinto.


Lareira,
Acesa, ardente,
Aquece os corações
Gelados pela solidão.
Fervor.



Grama branca
Quebra
Sob passos lentos.
Frio
Invade minha alma.

Mardilê Friedrich Fabre

Imagens: Google

4 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Poesias minimalistas de Mardilê sobre o inverno.
Escreve pouco, diz tudo...

Abraço,
Jorge

Mariaw Walraven disse...

Que lindo seu blog, querida Mardi! Beijos poesia!

Anônimo disse...

Adoro ver o teu blog.Fico que nem criança em noite de Natal vendo as luzes brilharem.O que eu mais gosto é de ver o teu rosto rodando no cubo.Te vejo sextuplicada.Lindo!Dizem que a mulher tem o sexto sentido, a Mardilê tem também a sexta face. Mariolinda

Anônimo disse...

Adorei! Ate da vontade de curtir um inverninho.
Bjs, Chica