sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Entressonhos


Pelo corpo escorregam
Fios de luar.
Cabelos prateados
Derramam-se em cascatas
Pelas quimeras despertadas
Dentro do peito inquieto.
O eco dos acalantos
Suga paixões imóveis.
Sentimentos traçam
Versos irregulares na calçada gélida
Da madrugada cerzida de estrelas.
Almas rumorejam desejos de cetim
Que nutrem poesia lunática.
Melodias dormem nas partituras...
Aguardam por delicadas mãos
Que as despertem
De seu pesado sono.
Noites mastigam dores
No silêncio resignado
Do leito balsâmico
Que recebe vidas em pecado.
Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: limaverde1.wordpress.com

7 comentários:

Celso Correa de Freitas disse...

Passei até a gostar mais dos meus cabelos prateados.
CCF

Ceres Marylise Rebouças de Souza disse...

Como sempre, poetas lindamente, querida! E como disse o Celso, passei a gostar mais dos meus cabelos prateados. Efeitos da leveza de sua poesia.
Beijos, amada.

Anônimo disse...

Maravilhoso! Parabéns. Ilda Maria Costa Brasil

Celso Ferruda disse...

Sua poesia tem leveza como cabelos ao vento. Prateados ou nao..Como melodias soltas ao ar. Como o descansar no silencio e viajar o mundo sentado olhando as paginas se virarem ...

Celso Ferruda disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Jorge Sader Filho disse...

E nós, seus leitores, vamos pensando sobre o assunto, Mardilê.
Abraço

renate gigel disse...

Quanto mistério debaixo da tranquila aparência!
Eterno vulcão em ebulição....

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